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Elvira de Macedo Nascimento (Mercinha)

Costuma apagar a luz e acender a alma pra fazer poesia, mesmo que tenha nascido em Bagé, onde a luz é a personagem mais absoluta e cobiçada e more na Marcílio Dias, antiga rua Santa Clara.

É chegada aos seus amores, gente, mar, rio, mato, germinações verdes e humanas, às invenções de Deus e dos homens. Faz recreio em passarinho e costuma sestear na linha do horizonte. De resto, é pé no chão e trabalho duro. Luta por justiça e equilíbrio. Às vezes, usa a palavra como alicate de desentortar o rumo do mundo, às vezes, como pluma para tirar o pó de seu mistério. Nunca chega lá. Sabe da escassez humana. Mesmo assim, traz aqui, com a certidão platina, toda a água do universo para guardar, uma hera contra a burocracia dos muros, o travo da rebeldia e uma rua, com seu gemido e poder. E o silêncio. É, na sua ilusão, que ele acolhe e agradece teu olhar.

Co- fundadora do Cultura Sul, coordena o Projeto Ecoarte que defende os fundamentais equilíbrios planetários e humanos da região e foi responsável pelas 25 edições do Jornal Ecoarte com ampla circulação. Há 40 anos produzindo textos e reflexão para a comunidade, alguns dramatizados em Bagé e fora.

Patrona da 6 ª Feira do Livro de Bagé (2003). Professora de Psicologia. Orientadora Educacional (aposentada) e cidadã desse controvertido e largo território da sensibilidade. // VEJA POESIA ILUSTRADA.//